''O quanto eu te falei?
Que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar
Falar do que foi pra você
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar
De tanto eu te falar
Você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão pra se perder
No abismo que é pensar e sentir
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.''
É impossível ser feliz sozinho
1 de novembro de 2010
22 de outubro de 2010
Alí, no escuro do quarto, no silêncio gritante, com o sono que a acordava, tudo parecia mais claro, ela finalmente pôde entender o dia...
Acordou cedo, assustada, parecia estar atrasada para algum evento importante, mas não, na verdade o seu dia estava completamente livre. Vestiu-se rapidamente, pôs a sua melhor roupa embora não soubesse sequer pra onde ir. Caminhou sem destino até chegar em uma praça próxima de sua casa, sentou-se em um banco de cimento e pôs-se a observar os pássaros, as árvores... o vento batia em sua face e enfim estavam sós, ela e o vento. Ninguém seria melhor companhia naquele momento, ele a acariciava, espalhava algumas lágimas que ousavam estar em seu rosto, ela não sabia o motivo das mesmas, mas quem se importa? Ela também não sabia o motivo da vida...
Voltou pra casa antes de escurecer, caminhou lentamente por cada cômodo que antecedia o seu quarto, a cama parecia um convite para abafar todas as suas angústias, medos e dores, ela não queria chegar lá. Eu a observei o dia inteiro, agora, lá estava ela, parada na sala, sem saber o que fazer. Eu a via andar de um lado para o outro, o tempo a via passar, mas ela não nos notava. Resolveu ir ao quarto, deitou-se e pôs-se a reflitir...
Alí, no escuro do quarto, no silêncio gritante, com o sono que a acordava, tudo parecia mais claro, ela finalmente pôde entender o dia. A pressa de viver a fez caminhar sem destino, até parar em bancos quebrados, onde não há conforto, onde não há estabilidade, lembrou-se de um certo rapaz de cimento... O vento estava alí, mas ela não o via, assim como muitos amigos, cujos braços a abraçavam, serviam de consolo. Ela não sabia o motivo de tais lembranças, mas quem se importa? Ela também não sabia o motivo da vida.
O tempo passava, tudo passava, eu a observava friamente, ela sequer me notava. Eu também não prestei tanta atenção assim, afinal, quase não me dei conta de que eu era ela...
19 de outubro de 2010
Leve
Eu o quero com todos os teus gostos e manias,com as declarações ao pé do ouvido e até mesmo quando pensas que estou louca. Eu o quero, pois querer não me diz que o terei, mas não me impede de desejá-lo. Eu quero sentir o sabor das tuas promessas e o prazer na concretização das tuas palavras, tocar tuas mãos e com as minhas escrever um história... leve! Pouco importa se vai durar, desde que eu o tenha. Não sei fazer planos, só conheço o presente... eu o quero agora, aqui, perto de mim.
'' Te ver é uma necessidade, vamos fazer um filme...''
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