É impossível ser feliz sozinho

9 de agosto de 2010

E se o sol não existisse?


                   Olhos falantes, sorrisos carinhosos, abraços gritantes e uma luz clareando aquela roda de amigos que hoje tanto me faz falta. Bastava uma casa amiga, um sofá e um violão, ingredientes perfeitos para dias felizes.
Depois era só misturar os sorrisos, os olhares, as vozes, as músicas e as pessoas, estava tudo pronto! Seguíamos um script sem regras. Cada um com o seu brilho, formando o nosso sol.

Em todos os cantos, o nosso canto se ouvia... hoje o céu parece nublado, as  manhãs não têm a mesma cor, as minhas tardes não têm o mesmo sentido... E nós que antes ríamos daquela pergunta, hoje sabemos o que é viver com a ausência de sol.

                 

8 de agosto de 2010

Pai,

Passei o dia inteiro pensando em como eu poderia homenagear meu pai, até que me dei conta que ele não precisa disso. Segundo o mesmo, o maior presente que um pai pode ganhar é justamente a criatura que o faz ser chamado assim... No caso do meu, eu e o meu irmão. Portanto, vou tentar homenageá-lo com suas próprias palavras, expondo o que ele sentiu logo após o meu nascimento...

''Filhinha, tenho certeza que não existiu em toda minha vida, tão pouco na de sua mãe, esta felicidade que você me trouxe e que entope meu coração ansioso de prazer e alegria.
 Quando você foi gerada, eu achei demais pra ser verdade. Contei cada minuto e cada segundo que antecederam à luz de sua mãe. E agora você chegou: linda, inocente, indefesa, mas querida e amada. Foram 42 semanas de espera, ansiedade, preocupação e cuidado, para que tudo, tudo desse certo.
Filha, você é a vida mais importante da minha. É mais importante que ela.''


Como eu não poderia amar alguém que esperou tanto por mim? Alguém que esteve comigo nos melhores e piores momentos da minha vida, como não amar o senhor, pai que não somente hoje, mas em todos os dias se faz presente de forma tão bela em minha vida?
Feliz dia dos pais,

                                              Sua Pothoquita.

2 de julho de 2010

Não foi dessa vez...


A rua verde e amarela, bandeiras espalhadas, torcedores atentos, foi assim desde o início e hoje não poderia ter sido diferente. Ao som das vulvuzelas e dos gritos brasileiros, comemoramos o primeiro gol. Confesso que nunca entendi de futebol, porém era nítida a mudança dos jogadores ao segundo tempo, tudo tem uma conseqüência, o desequilíbrio emocional, o fato dos adversários terem se doado melhor ao jogo, nos trouxe a derrota. Podemos culpar ao técnico, aos jogadores ou mesmo a presença do ‘’roqueiro pé frio’’ (Mick Jagger) no estádio, mas a verdade é que a sorte não estava conosco. Dizer que os jogadores não tentaram é uma mentira enorme, dizer que eles não têm qualidade é outra maior ainda. Não adianta arranjar desculpas ou culpar alguém, simplesmente não era pra ser e não por isso deixaremos de ser o país do futebol, não por isso deixaremos de ser os melhores! Ainda somos os únicos a ter cinco estrelas, não foi dessa vez, mas quem sabe em 2014, não é? Se o mundo não acabar em 2012, é claro. Rssrss...